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domingo, 16 de junho de 2013

Será o fim da era pão e circo? - Esta semana a chapa esquentou no Brasil



Ver a "presidenta" ser vaiada na abertura da copa das confederações deixou claro que o nosso país está com sede de mudanças...Temos que dar adeus a era do "pão e circo".


Marcos Lamounier

                                                            
                                                      Frase irônica de Agnaldo Silva ( escritor global )
"O que aconteceu enquanto eu estava fora? O Brasil era o paraíso e de repente virou a Síria, com o povo nas ruas tocando fogo em tudo?! A nova classe média comprou carro, tv de 500 polegadas, tudo que tem direito, e agora protesta por causa da merreca de aumento de ônibus?" 


Resposta a altura de internauta pelo facebook
Não é só por 0,20 centavos.
Não é só pelo Estatuto Nascituro.
Não é só pelas pessoas que, diariamente, deixam de existir e morrem em pleno corredor dos nossos hospitais públicos.
Não é só pela falsa democracia que, fantasiada de ditadura midiática e de balas de borrachas, nos acua dentro de casa - com medo.
Não é só pelo precário salário que desafia centenas de milhares de brasileiros a continuarem sobrevivendo.
Não é só pelo salário dos nossos professores.
Não é só pela estrutura da nossa precária educação, que não consegue desenvolver a base e o futuro do nosso país.
Não é só pela violência que assola o Brasil e coloca em chamas pessoas honestas.
Não é só pela crueldade que enfrentamos ao testemunhar vidas setem tiradas logo após terem sido assaltadas sem nenhum tipo de reação.
Não é só pelos Brasileiros que ainda morrem - literalmente - de fome e sede.
Não é só pelos enormes estádios que vão recepcionar o mundo em um país que tem um governo que não cuida do seu próprio povo.
Não é por um partido, uma ou duas bandeiras não representam os milhares de brasileiros que estão tomando as ruas pelo mundo.
Não é só por mim, é por você, é pelo nosso direito de reivindicar que tudo melhore, que tudo mude.
É para mostrar que estamos vivos e que não só o nosso hino que é alto, mas que nosso time também é grande, é unido.
Soma o seu medo com o meu e vem pra rua, deixa o preconceito escorrer e testemunhe o que as câmeras não filmam, clicam e propagam com notícia; vem ver o Brasil que você tanto evita. É ruim,mas é preciso, e o mundo inteiro está se mobilizando pelo nosso país, a nossa causa de 'não é só', é por tudo,é por NÓS.
Pratique sua liberdade de expressão, vamos para a rua, munidos de cartazes e gritos, sem violência. Somando por um país melhor, uma terra que tanto visualizamos mas que nunca buscamos.
Traga a sua causa, em um país onde tudo está errado, ficar calado não é certo.  

Fonte:http://www.facebook.com/Amigorogerio

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Amo Você Vovô - Por Larissa Lamounier

Sinto sua falta,
Desde de que a morte nos separou.

Sinto sua falta,
quando olho as estrelas ao anoitecer,
mesmo sabendo que você está nas mais brilhante delas, sinto sua falta.

Sinto sua falta,
quando acordo pela manhã,
e decido recomeçar de novo.
Porque ainda sinto falta de te abraçar quando eu choro,
e dos teus consolos quando sofro.

Quanto sofro, porque ainda não me conformei com a tua partida.


Larissa Lamounier

"Este  texto  é uma  homenagem da Larissa ao meu saudoso e amigo pai que se foi em Dezembro de  2.007"

IMEI - A nova ferramenta para inibir o roubo de celulares



Como bloquear o aparelho Celular em caso de roubo.

IMEI
Conheça mais uma arma na luta contra o roubo de celulares. Bloqueie completamente o aparelho e dê prejuízo ao bandido.

Brasileiro adora celular. A maior prova disso é o número de aparelhos em atividade no país em  dezembro de 2009: aproximadamente 173 milhões. Os telefones portáteis conquistaram muitos adeptos, hoje são quase da família e guardam muitos dos nossos segredos.

Aparelhos com GPS podem mostrar seus caminhos diários, mensagens de texto denunciar seus conhecidos e senhas de transações bancárias online armazenadas em um smartphone falam por si só.

Objetos desejados e caros não despertam a atenção apenas dos fãs de novas tecnologias. Ladrões também estão de olho no que você carrega no bolso. Falando novamente em números, você sabe quantos aparelhos são roubados no Brasil todos os anos?

Um milhão! Dados do Ministério da Justiça estimam que todos os anos esse montante de pessoas ficam sem celular. Obviamente, o número deve ser muito maior, pois esse valor corresponde ao número de furtos que foram registrados nas delegacias do país.

Hoje você vai conhecer mais uma arma na luta contra o roubo de celulares: o bloqueio do IMEI. Realizar esse tipo de bloqueio em conjunto com o do seu chip GSM não permite que o espertinho que roubou seu celular o use, venda ou troque.

GSM e o problema

A implantação da tecnologia GSM por todas as operadoras do país permitiu que tivéssemos mais opções na hora de escolher uma provedora de serviços para celulares. Porém, ninguém duvida que trocar de celular ou utilizar um roubado ficou muito mais fácil depois da mudança, pois basta trocar o chip para continuar usando o aparelho sem restrições.



IMEI e a solução

As facilidades do GSM e o número crescente de celulares nas ruas possibilitaram o avanço do roubo seguido de venda de telefones. No entanto, ao usar um celular GSM, o dono do número pode bloqueá-lo e evitar que seja usado em operações ilícitas. Basta entrar em contato com a operadora e solicitar o bloqueio do chip.

Para inibir o roubo de celulares a ANATEL, o Ministério da Justiça e operadoras do país pretendem assinar um acordo que permite o bloqueio total do celular pelo IMEI. Para quem não sabe, IMEI quer dizer International Mobile Equipment Identity (Identificação Internacional de Equipamento Móvel) e permite que cada celular tenha um número único, como se fosse um chassi de carro ou um código de série.



O IMEI pode ser encontrado na caixa do aparelho, no espaço destinado à bateria ou digitando *#06# no celular. Todo celular habilitado tem seu IMEI registrado em um bando de dados chamado EIR (Registro de Identidade de Equipamentos).

Quando um IMEI é bloqueado, as funções que dependem da operadora como, ligações e conexão com a internet ficam indisponíveis. Com isso, o aparelho perde completamente a utilidade, pois quem vai querer um celular para usar apenas como agenda ou despertador?

Como bloquear o IMEI


Bloquear o IMEI é a única garantia que você tem de que o ladrão não vai usar seu celular e nem tirar proveito de uma coisa que é sua. Para evitar transtornos, sempre mantenha o IMEI em um lugar seguro. Se você não tem a caixa, anote o número e guarde-o em casa, dessa forma se algo acontecer você tem o que precisa para solicitar o bloqueio.



1° Faça um Boletim de Ocorrência

Se o aparelho foi furtado ou você o perdeu, a primeira coisa a fazer (sempre) é ir até uma delegacia e solicitar um Boletim de Ocorrência – ele é obrigatório para o bloqueio do IMEI. Em alguns estados é possível solicitá-lo pela internet, sendo assim, procure o site da Polícia Civil para encontrar a Unidade Policial mais próxima.

Mesmo que a possibilidade de recuperação do aparelho seja pequena, sempre faça um BO, pois com ele em mãos é possível provar que o celular não estava com você se ele for usado em algo ilícito. Além disso, as autoridades podem saber exatamente o número de telefones roubados e tomar medidas para evitar mais furtos.

2° Converse com a operadora

Com o BO em mãos, entre em contato com sua operadora e solicite o bloqueio do IMEI e, se possível, do chip também. O atendente solicitará a cópia do BO por fax ou email e assim que você enviar, o bloqueio será concluído.
Fica a dica
Quando você perder ou tiver o celular roubado sempre (sempre mesmo!) faça um BO. Além disso, bloquear o aparelho é indispensável, pois quanto mais pessoas fizerem isso, menos visados serão os telefones.



Se todas as pessoas seguirem esses passos, roubar celulares perde o sentido, tendo em vista que eles não podem mais ser usados como tal. Exceto no caso de comércio ilegal de peças, um telefone que não realiza chamadas não passa de mais um gadget inútil.



Fonte: www.tecmundo.com.br

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Brasil Um País de Todos - Por Marcos Lamounier



Já fazia alguns dias que eu não escrevia nenhum artigo, mas esta última semana, uma matéria me chamou a atenção e eu não poderia deixar de expressar minha opinião sobre o assunto.
A matéria do Estadão divulgada pelo site msn.com, com o título "Lula fica 'chateado' com invasão de seu instituto por sem-terra" chega a ser irônica.
O Sr. Luiz Inácio Lula da Silva tem, todos os motivos do mundo para ficar chateado com os companheiros do MST.
Conforme termo usado pelo próprio Lula em outras ocasiões, pode-se considerar uma "punhalada pelas costas", afinal durante os oito anos de governo do ex-presidente, o planalto praticamente bancou essa corja de sem terras que, mais parece uma quadrilha organizada.
Na minha singela opinião, grupos como o MST deveriam ser tratados como facção criminosa.
Sem generalizar posso dizer que, o PT tem uma forma bem estranha de governar.
O PT de Lula, PT de Dirceu, PT de Palocci, PT de Genoíno e de tantos outros nomes que foram protagonistas de escândalos que envergonharam nosso País, tem no mínimo uma forma estranha e conveniente de governar.
Governam com método de compras de oposições para não ter oposição de fato, como fez nos últimos anos com o MST, Une, Sindicalistas, e de quase toda a bancada do legislativo, conforme ficou claro nos julgamentos do STJ.
Praticamente o Mundo parou para assistir as condenações no final do ano passado.
Julgamento este em que ficou provado o maior plano de compras de votos já descoberto em toda história brasileira.
Mesmo ficando evidente que o mensalão não é uma lenda, os governistas insistem em negar que um dia existiu esquema de compra de voto.
Diga-se de passagem que esta palavra ( mensalão )  esta proibida nos bastidores palaciano.
Soa bem melhor aos ouvidos dos eleitores-traídos o nome caixa-dois.
Afinal de contas está na moda em nosso país trocar os nomes para tentar minimizar os fatos.
Veja só que chique; Prostituta agora é garota de programam e doméstica virou secretária do lar.
Daí eu pergunto; - Que diferença faz? Ambas continuam ganhando a vida da forma e oportunidade em que vida lhes proporcionou.
O mensalão virou caixa-dois e contravenção está no mesmo hall de tráfico de influência e corrupção, porém não muda  em nada, afinal todos estão lesando o contribuinte.
Interessante é que mesmo eu tendo votado no operário, nas duas eleições em que ele se elegeu como o maior cargo majoritário do país, eu não me arrependo, pois como todo bom Brasileiro eu sempre apostei no novo, na mudança e como um bom Brasileiro que não desiste nunca, eu sempre sonhei em fazer parte de Um País de Todos...
Um País de todos os trabalhadores, honestos e de boa índoles.

Marcos Lamounier

Links de matérias relacionas; 

http://estadao.br.msn.com/ultimas-noticias/lula-fica-chateado-com-invas%c3%a3o-de-seu-instituto-por-sem-terra?fb_action_ids=586336478049999&fb_action_types=og.recommends&fb_ref=scptif&fb_source=other_multiline&action_object_map=%7B%22586336478049999%22%3A414816105262528%7D&action_type_map=%7B%22586336478049999%22%3A%22og.recommends%22%7D&action_ref_map=%7B%22586336478049999%22%3A%22scptif%22%7D

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,lula-aumenta-repasse-para-une-em-20-vezes,333732,0.htm

http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1021513-5601,00-GOVERNO+NEGA+IRREGULARIDADE+NO+REPASSE+DE+RECURSOS+AO+MST.html
http://www.dgabc.com.br/News/6005115/em-visita-lula-dara-diretrizes-a-grana-e-marinho.aspx





segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Pátria amanda Brasil


Pátria amanda Brasil


- Brasileiro é um povo solidário. Mentira. Brasileiro é babaca.
Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida;
Pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza;
...Aceitar que ONG's de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade. ..
Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária.
É coisa de gente otária.

- Brasileiro é um povo alegre. Mentira. Brasileiro é bobalhão.

Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada.
Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai.
Brasileiro tem um sério problema.
Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.

- Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira.

Brasileiro é vagabundo por excelência.
O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe lá no fundo que se estivesse no lugar dele faria o mesmo.
Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.
- Brasileiro é um povo honesto. Mentira.

Já foi; hoje é uma qualidade em baixa.
Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso.
Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.


- 90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira..

Já foi.
Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da
Guerra do Paraguai ali se instalaram.
Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava com o crime.
Hoje a realidade é diferente.
Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como 'aviãozinho' do tráfico para ganhar uma grana legal.
Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas.
Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas.

- O Brasil é um pais democrático.. Mentira.

Num país democrático a vontade da maioria é Lei.
A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente.
Num país onde todos têm direitos mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia.
Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita.
Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores).
Todos sustentados pelo povo que paga tributos que têm como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar.

Democracia isso? Pense !

O famoso jeitinho brasileiro.
Na minha opinião, um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira.
Brasileiro se acha malandro, muito esperto.
Faz um 'gato' puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar.
No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto.... malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí?
Afinal somos penta campeões do mundo né?
Grande coisa...

O Brasil é o país do futuro.
Caramba , meu avô dizia isso em 1950. Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avôs se ainda estivessem vivos.
Dessa vergonha eles se safaram...
Brasil, o país do futuro !?
Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo.

Deus é brasileiro.
Puxa, essa eu não vou nem comentar.

Autor desconhecido

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Falta de Respeito com os mortos - Por Marcos Lamounier


"Devido a greve da  Polícia Civil, o IML de Goiânia está abarrotado de corpos e evidentemente fica claro de que mais uma vez quem "paga o pato" é a população .  Agora chocante mesmo é ver famílias inteiras terem que se dividir entre a dor da perda e a revolta de ter que  esperar por mais de 30 horas para dar um enterro digno ao ente querido.
 Vendo situações assim eu fico cada vez mais convicto de que se o Estado não atrapalhasse já estaria  ajudando.
Para o cidadão de bem que ainda vive, só resta esperar que o Ministério Público e o Poder Judiciário tomem alguma providência para acabar de uma vez por todas com essa falta de respeito para com nossos mortos."


Marcos Lamounier

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Eleição Fiasco - Por Marcos Lamounier

 A cada dia que passa as eleições em Goiânia ficam mais frustrantes. Pesquisas apontam que a maioria das intenções de votos estão entre as duas maiores legendas da capital. Imagine um segundo turno arrepiante onde teremos o grupo ligado aos mensaleiros contra o grupo ligado aos bicheiros. E o que é mais estarrecedor é que ambos tentam distorcer os fatos. Alguns dos envolvidos quando falam no assunto preferem minimizar a gravidade da situação trocando as palavras corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de influência por contravenção e caixa dois.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Um Homem Ficha Limpa - Entrevista à Istoé



JOSÉ  REGUFFE
Um homem ficha limpa

Dono da maior votação proporcional do País, José Antônio Reguffe chega à Câmara disposto a reduzir o salário dos deputados e o número de parlamentares no Congresso
Adriana Nicacio, Hugo Marques e Sérgio Pardellas


Aos 38 anos, o economista José Antônio Reguffe (PDT-DF) foi eleito deputado federal com a maior votação proporcional do País – 18,95% dos votos válidos (266.465 mil) no Distrito Federal. Caiu no gosto do eleitorado graças às posturas éticas adotadas como deputado distrital. Seus futuros colegas na Câmara dos Deputados que se preparem. Na Câmara Legislativa de Brasília, o político desagradou aos próprios pares ao abrir mão dos salários extras, de 14 dos 23 assessores e da verba indenizatória, economizando cerca de R$ 3 milhões em quatro anos. A partir de 2011, Reguffe pretende repetir a dose, mesmo ciente de que seu exemplo saneador vai contrariar a maioria dos 513 deputados federais. Promete não usar um único centavo da cota de passagens, dispensar o 14º e 15º salários, o auxílio-moradia e reduzir de R$ 13 mil para R$ 10 mil a cota de gabinete. “O mau político vai me odiar. Eu sei que é difícil trabalhar num lugar onde a maioria o odeia. Quero provar que é possível exercer o mandato parlamentar desperdiçando menos dinheiro dos cofres públicos”, disse em entrevista à ISTOÉ.

Istoé -O sr. esperava ter quase 270 mil votos?
JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Nem no meu melhor sonho eu poderia imaginar isso. O resultado foi completamente inesperado. Foi um reconhecimento ao mandato que fiz como deputado distrital. Cumpri todos os meus compromissos de campanha. Enfrentei a maioria e cheguei a votar sozinho na Câmara Legislativa.


Istoé - O que foi diferente na sua campanha para gerar uma votação recorde?
JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
A campanha foi muito simples, gastei apenas R$ 143,8 mil. Não teve nenhuma pessoa remunerada, não teve um comitê, carro de som, nenhum centavo de empresários. Posso dizer isso alto e bom som. Foi uma campanha idealista, da forma que acho que deveria ser a política. Perfeito ninguém é. Mas honesta toda pessoa de bem tem a obrigação de ser. Não existe meio-termo nisso. Enfrentei uma campanha muito desigual. Só me elegi pelo trabalho como deputado distrital.

Istoé - O que o sr. fez como deputado distrital?
JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Abri mão dos salários extras que os deputados recebem, reduzi minha verba de gabinete, eliminei 14 vagas de assessores de gabinete. Por mês, consegui economizar mais de R$ 53 mil aos cofres públicos, um dinheiro que deveria estar na educação, na saúde e na segurança pública. Com as outras economias, que incluem verba indenizatória e cota postal, ao final de quatro anos, a economia foi de R$ 3 milhões. Se todos os 24 deputados distritais fizessem o mesmo, teríamos economia de R$ 72 milhões.

Istoé - O sr. pretende abrir mão de todos os benefícios também na Câmara Federal?
JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Na campanha, assumi alguns compromissos de redução de gastos. Na Câmara, vou abrir mão dos salários extras de deputados, como o 14º e o 15º, que a população não recebe e não faz sentido um representante dessa população receber. Não vou usar um único centavo da cota de passagens aéreas, porque sou um deputado do DF. Não vou usar um único centavo do auxílio-moradia. É um absurdo um deputado federal de Brasília ter direito ao auxílio-moradia. Vou reduzir a cota interna do gabinete, o “cotão”, e não vou gastar mais de R$ 10 mil por mês.

Istoé - Com essa atitude na Câmara Legislativa, o sr. recebeu uma pressão dos colegas. Não teme sofrer as mesmas pressões na Câmara Federal?
JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
É verdade. Eu fui investigado, pressionado. Mas não quero ser mais realista que o rei, sou um ser humano como qualquer outro, erro, falho, mas quero cumprir os compromissos com as pessoas que votaram em mim. Uma pessoa que se propõe a ser representante da população tem que cumprir sua palavra. O mau político vai me odiar. Eu sei que é difícil trabalhar num lugar onde a maioria o odeia. Quero provar que é possível exercer o mandato parlamentar gastando bem menos e desperdiçando menos dinheiro dos cofres públicos.

Istoé - Quando houve a crise do mensalão do DEM em Brasília o sr. realmente pensou em abandonar a política?
JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Houve alguns momentos em meu mandato que pensei em não ser candidato a nada, por uma decepção muito grande com a classe política. E uma decepção quanto à forma como a sociedade enxerga a política, da sociedade achar que todo político é corrupto.

Istoé - O sr. já tem projetos para o seu mandato? A reforma política é um deles?
JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Sim. Vou apresentar uma proposta de reforma política em cinco pontos. A população não se considera representada pela classe política e é preciso modificar isso. O primeiro ponto é o fim da reeleição para cargos majoritários, como prefeito e governador, e o limite de uma única reeleição para cargos legislativos. Tem gente que é deputado há 40 anos. Mas a política deve ser um serviço e não uma profissão.

Istoé - E os outros quatros pontos?
JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Vou propor o fim do voto obrigatório. A eleição do Tiririca, em São Paulo, é o resultado do que ocorre quando se obriga a população a votar. Ela vota em qualquer um. O terceiro ponto é o voto distrital. A quarta proposta é um sistema de revogabilidade de mandato, no qual o eleitor poderia pedir o mandato do candidato eleito, caso ele não cumpra seus compromissos. Por fim, defendo o financiamento público de campanha.

Istoé - Nos moldes do que tramita no Congresso?
JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Não. Minha proposta é totalmente diferente. Se der dinheiro ao político, ficará pior do que está, porque vai ter gente virando candidato só para ganhar dinheiro. Na minha proposta, a Justiça Eleitoral faria uma licitação e a gráfica que ganhasse imprimiria o panfleto de todos os candidatos, padronizado e em igual quantidade para todos. A pessoa teria que ganhar no conteúdo. O TSE pagaria a gráfica. A produtora que ganhasse gravaria programas na tevê para todos os candidatos. A campanha ficaria mais chata, mas acabaria a promiscuidade entre público e privado.

Istoé - Como o sr. vê as propostas que aumentam o número de deputados e vereadores?
JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
É importante a existência de um Legislativo forte. Mas as casas legislativas no Brasil são muito gordas e deveriam ser bem mais enxutas. A Câmara não precisa de 513 deputados, bastariam 250.

Istoé - O mesmo vale para o Senado?
JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Deveria ser como era antes, com apenas dois senadores por Estado. Assim sobrará mais dinheiro para a educação, a saúde, a segurança pública e os serviços públicos essenciais. É muito difícil aprovar essa mudança, mas não é por isso que deixarei de lutar por minhas ideias.

Istoé - Como será seu comportamento diante das propostas do Executivo?
JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Os parlamentares que votam sempre sim ou sempre não, porque são da base do governo ou da oposição, não têm a menor consciência de suas responsabilidades. Eu tenho. Vou agir da mesma forma como agi na Câmara Legislativa, vou analisar o mérito do projeto e algumas vezes votar contra o meu partido. Ideias a gente debate ao extremo, mas a pessoa de bem não pode transigir com princípios. Ceder um milímetro em matéria de princípio é o primeiro passo para ceder um quilômetro.

Istoé - O sr. não teme se tornar um personagem folclórico ao apresentar propostas que dificilmente terão apoio dos outros 512 deputados?
JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
A primeira tentativa é de folclorizar quem enfrenta o sistema, quem luta pelo que pensa e quer sair dessa prática da política convencional. Eu faço a minha parte. Não assumi o compromisso com nenhum eleitor meu de que vou conseguir aprovar os meus projetos. Mas assumi o compromisso com todos os meus eleitores de que vou fazer a minha parte e disso eu não vou arredar um milímetro. As pessoas fazem uma série de confusões na política. Uma delas é acreditar que governabilidade é sinônimo de fisiologismo. É trocar votos por cargos ou por liberação de emendas. É claro que existem outros 512. Se eu for minoria, fui, mas vou votar como acho que é certo.

Istoé - O PDT hoje tem o Ministério do Trabalho na mão, o sr. concorda com isso? O sr. acha que os partidos devem ter indicações no governo?
JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Como cidadão eu gostaria de ver uma nova forma de fazer política, um novo conceito de administração pública. O partido deveria ter uma atitude de independência. Eu respeito a decisão da maioria. Mas a contribuição à sociedade seria maior se fosse independente, elogiando o que é correto e criticando o que é errado.

Istoé - No primeiro turno, o sr. foi contra o PDT e votou na Marina Silva. E no segundo turno? Vai liberar seus eleitores?
JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Ainda tenho que ouvi-los. Mas, a princípio, sinto que estão muito divididos. Tive votos em todas as cidades do Distrito Federal, nos mais diferentes perfis de escolaridade e renda. Onde eu tive mais votos foi na classe média.

Istoé - Quais são seus outros projetos?
JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Quero criar a disciplina cidadania nas escolas. Tão importante quanto ensinar matemática e português é ensinar a criança a ser cidadã. O aluno precisa aprender os princípios básicos da Constituição Federal. Uma população que não conhece seus direitos não tem como exigi-los. As pessoas não sabem qual é a função de um deputado. Isso é muito grave. A gente constrói um novo país investindo na educação.

Istoé - O sr. é a favor da Lei dos Fichas Sujas já nesta eleição?
JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Sou. Eu sou favorável a tudo que for para moralizar a atividade política.

Istoé - Mesmo contrariando a Constituição? Dentro do STF há quem diga que a lei não deveria retroagir.
JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
A Constituição é que deveria, há muito tempo, vetar pessoas sem estatura moral para representar a sociedade.

Istoé - A Câmara e o Senado têm um orçamento que ultrapassa R$ 5 bilhões. O sr. tem algum projeto para reduzir esse valor?
JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Tudo aquilo que eu fizer também vou apresentar como proposta. Quero, pelo menos, provocar a discussão.

Istoé - O País inteiro ficou impressionado com a votação da mulher do Roriz, que conseguiu um terço dos votos. Há quem a chame até de mulher laranja. Como o sr. viu o resultado em Brasília?
JOSÉ ANTÔNIO REGUFFE -
Estou apoiando o Agnelo. Mas o voto do eleitor a gente tem que respeitar, mesmo quando não gosta desse voto. Eu respeito.


Fonte: http://www.istoe.com.br/assuntos/entrevista/detalhe/104706_UM+HOMEM+FICHA+LIMPA

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Não merecem nosso voto - Vamos tira-los de lá.

Nossos vereadores votaram a favor do aumento e logo depois que o prefeito vetou eles voltaram atrás.

A maioria deles são candidatos a reeleição, então chegou a nossa hora de dar o troco.

Vamos tirar eles de lá...
  


Gravem bem estas figuras e nomes.
Agenor Mariano (PMDB)
Alfredo Bambu (PR) 
Célia Valadão (PMDB) 
Charles Bento (PRTB) 
Clécio Alves (PMDB) 
Deivison Costa (Pt do B) 
Denício Trindade (PMDB) 
Iram Saraiva (PMDB) 
Jorge do Hugo (PSL) 
Luciano Pedroso (PSB) 
Luiz Teófilo (PMDB) 
Mauricio Beraldo (PSDB) 
Rusembergue Barbosa (PRB) 
Tatiane Lemos (PC do B) 
Tiaozinho do Cais (PR).